No tempo de um piscar, mudo o rumo arriscando, pareço vendada, brincando com a sorte e o azar,sem pensar no que vem pela frente, como quando eu andava de olhos propositalmente fechados só pra sentir a adrenalina premeditada... em busca de uma taquicardia...sou meio sabotadora de mim mesma.Passam-se meses e eu ainda reflito sobre o certo e o errado,sobre o amor e ausência dele, num diálogo que vezes me injeta insônia,eu sou meio sabotadora de sonhos próprios e noites sossegadas.Na paz procuro guerra com o amor e na guerra procuro no amor a paz, eu sou meio sabotadora da minha própria tranquilidade... preciso ter conflitos,se ele acha Lennon o cara , eu acho o Paul .E realmente eu acho mas daí sustento a idéia, preencho com argumentos e brigo e quero brigar...
y- '' Agora vamos brigar por causa dos Beatles?''
x- O Paul era o mais humano e ponto final...o Lennon era um fuleiro''.
Odeio as minhas dúvidas de estimação,eu preferia não ter coração pra não sentir ele bater me tirando o ar.Minha cabeça não sabe organizar os pensamentos, na metade de um aparece outro.Sou inteira confusão.Tenho ódio sentindo amor, tenho amor sentindo ódio, isso tudo me cansa.Eu sou confusão mental.com.br
9 de novembro de 2009
6 de outubro de 2009
(...)
Ali onde as crianças se balançavam nos galhos do pé de cupuaçu, numa brincadeira organizada com direito a fila e tudo mais,isso, uma fila e não tinha nenhum adulto pra ditar a ordem, elas mesmas se enfileiravam,se respeitavam, e iam uma por uma,subiam no banquinho, pulavam em direção ao galho se balançavam e voltavam pro final da fila... ali naquela rua,no quintal de esquina,pensei o quanto minha infância estava distante, pois aquilo me intrigou bastante.Eu me questionei tentando achar um sentido, uma graça naquilo tudo,eu senti preguiça enquanto pensava'' mia nossa! que graça tem isso,criançada,vão dormir'' rs
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Do porão do cérebro
14 de setembro de 2009
14 de agosto de 2009
33º
Acho que árvores foram gente, antes de árvore ser
Vejo galhos abraçados em galhos que fingem braços o tronco envolver
Vejo costas viradas avessas fingindo cabeças das folhas nascer
Cipós como dedos se fazem cabelos na copa mais alta
Por trás do vidro, balanço nas horas que o relógio gosta de dar
Esqueço pelos ouvidos
O fone me mata a fome de música
Alto de dentro da nave,barulho acostumador
Aqui dentro uma lembrança fresca
Me confunde a cabeça
Não lembro de dor
Juro,nem lembro de onde
mas meu novo nome se fez amor.
Vejo galhos abraçados em galhos que fingem braços o tronco envolver
Vejo costas viradas avessas fingindo cabeças das folhas nascer
Cipós como dedos se fazem cabelos na copa mais alta
Por trás do vidro, balanço nas horas que o relógio gosta de dar
Esqueço pelos ouvidos
O fone me mata a fome de música
Alto de dentro da nave,barulho acostumador
Aqui dentro uma lembrança fresca
Me confunde a cabeça
Não lembro de dor
Juro,nem lembro de onde
mas meu novo nome se fez amor.
1 de agosto de 2009
26 de julho de 2009
31º
Esse barulho tic-tac faz doer minha a-mí-da-la, a cada batida compassada, ensaiada e transmitida pela energia de seus ponteiros...é um som singelo eu sei, mas tem um poder de me desequilibrar é como se caixas e mais caixas de sons de 1000wtts estivessem camufladas no meu quarto lilás, e como se ele ali estivesse pra me lembrar do tédio que me engole aos domingos, é normal eu sei... mas há dias ele não me infernizava, ele o domingo.Tu esqueceu tua bíblia comigo,eu não tenho saco pra ler isso, é escroto de dizer, é escrotal mas é um saco escrotal ler isso( cala boca pensamento, meus dedos não são surdos), depois de tanto e tudo ou nada decido:amanhã enterrarei relógios e de quebra, enterrarei também, ca-len-dá-rios.Eu nego o tempo, recuso.
21 de julho de 2009
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