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Mostrando postagens de Dezembro, 2008

De vigência à vencimento

É a hora de seguir. Um suspiro tímido e a respiração molhada com as batidas aceleradas do peito. Eram quase quatro horas, é a hora de seguir. O silêncio era quase iminente, a luz enfim chegava,aquele laranja típico das manhãs,pra mim o laranja do horror, odiava quando amanhecia.E ele ia aumentando em cada abrir de olhos. O piano dava as notas finais, o contrabaixo mastigava cada puxada de ar. Se eu pudesse contar a mim mesmo, no caminho para casa, na volta do trabalho, o que me aconteceu naqueles dias, eu lembro que sempre chovia, como agora chove, assim como agora. Se eu pudesse só acreditar, no que foi. Sei que terei essa lembrança e que molharei o rosto no caminho de volta pra casa,voltando de qualquer lugar.Fingindo saudade.O passado confundindo-se sem se reprimir diante do antigo coração de um daqueles meses à noite, onde eu via tudo por trás de pingos de chuva,opaco como lente,claro como água que é.Tudo isso com gosto de eu sei quem você foi eu só não sei quem você é .

Retroage, ao contrário das leis.

Foi-se o tempo.Foi-se graças.Ficam coisas grudadas nas paredes, e o que eu faço? ignoro,ignoro, ignorante...que nem teu pai! dizia minha vó quando me chamava de Joãozinho e eu chorava de ódio,assim como chorava por dentro quando ele me fazia repetir seu nome inteiro,talvez por medo do esquecimento, e eu dizia várias vezes como uma oração ''João dos santos neto''.E cadê você? eu falei tão pouco a palavra pai.A vida me obriga a voltar,eu tenho medo do fim da vida que tive pouca participação ,quando se chamava início,tenho medo do sono da tua mãe que também pouco chamei de vó.Aquelas ruguinhas do rosto ruivo e aquele olhinho que herdei.Cada ruga ali e uma dor, segundo minha mãe, do tanto que sofrestes em vida pelos desgostos dos teus filhos, já mereces o céu antes mesmo da tua morte que venha então em vida.Lembro da fatalidade que foi aquela morte na tua cozinha, meu deus que tristeza,até hoje as paredes silenciam, tu não soubestes...te deixaram continuar a ver o mar de N…

www.flickr.com/photos/_thalyta

Não gosto do gosto gelado

Mil passos pra frente eis que a vida segue.Estar errado é estar certo dentro de si e não vale de nada essa consciência.Calada tenho um passo firme acompanhado pela certeza.O silêncio separa e a pronúncia me destroe.Me visto de mentiras absolutas,te vestes com verdades duvidosas pra festa à fantasia, a vida, ou te tranca no quarto, então...não vive só respira o mesmo ar.É burro quem quer erguer a vida no caminho dos acertos,assim só há erro.Paradoxal.No meu silêncio tenho paz, naqueles céus eu via guerra fechando os olhos.Faço o silêncio ,faço amor e o ódio que não sei sentir.Em paz.Pela razão silencio.Faço silêncio,xiiii...beija meu olho.

19/12

Parabéns Nádia França da costa ;)

Concreto Armado

Eu te amo e volto quando fevereiro chegar.

Quando fevereiro chegaaaaar...saudade já não mata a gente
Chorando e cantando -G.azevedo


Se tu podes olhar , vê.Se podes ver, repara

O nome dele é Arnaldo, um figura que conheci no ateliê da Usina , muito talentoso e humilde ele sempre sorri.Num dia desses numa dessas conversas descobri que o Arnaldo além de artista plástico, era padeiro, e notei pelo apelidos que os colegas davam pra ele dentro de sala que ele também era poeta.

- Arnaldo aquele bolo de banana, meu deus bom demais..! eu não sabia que tu também cozinhava
Pois é... é que eu já fui padeiro.. trabalhei numa padaria lá no centro
- Ahhh tá explicado, que legal!
É mais eu saí de lá...
- Arnaldo te chamam de poeta tu escreve mesmo é?
Eu tenho algumas poesias num caderno velho mas nunca mostrei...
-Arnaldo tu é padeiro,pintor e poeta já percebeu isso? 3P , P³ (Risos)
- (Risos) olha thalyta eu nunca reparei... legal isso ó vou assinar assim agora minhas telas ''P³''.
-(Risos)
Mas agora eu sou letrista...
-Letrista como assim?
Faço aquelas placas de propaganda de preços ... sabe? no Araújo
- AAhhh siiiim sei, legal! tu se mete em tudo né, eu também sou…