10 de setembro de 2008

Da controladoria , eu sem controle

Aí eu lembro dos desenhos que já fiz
que ficaram nos trezentos cadernos que já tive
que não sei onde foram parar , há um buraco negro!
nada na minha vida eu consigo guardar
porque tudo de mim foge
Onde estarão os riscos , eu amava aqueles rabiscos
Recheados de mim , eram movimentos meus
porque tudo de mim foge
Minha mão nada segura
Escorre
Talvez porque tudo pra mim venha em doses , conta-gotas e só
Ou vem como mar , tempestade em copo d'agua
Vida extremista!
Vem ...
Se perde no tempo
Evapora
Se esconde por trás de máscaras
Culpa da minha retina ''romântica''
Vejo bem , vejo amor não me livro
Não tente me convencer que sou do mal
É real..
Tudo se esconde por trás de máscaras sombrias
Há veneno!
Minha alma conspira contra mim
Me devolve meus cadernos, vida
Aquelas útimas páginas, sempre as últimas
Tudo fica pro fim, símbolo emitido e recebido
O que há nos céus das tuas telas Monet?
porque não me deixaste as tuas mãos...
Nunca fui , porque dissestes? , não ''sou mais''
Mentiras contadas , verdades faladas ,ouvidas ,cuspidas, abraçadas e beijadas
Pro mal não pode ser.Não foi
Deixa embaixo da terra
Ali jáz
Tudo que fui, fiz e quis
Por enquanto
Eu não descanso
Eu não desconto
Eu não conto, de contar
Eu não esqueço


3 comentários:

  1. Adorei.
    Mas olha, se "ali jaz" já foi. Mania feia nossa de querer o que não se tem mais.

    =*

    ResponderExcluir
  2. Huuuuummmmmmmmmmmmmmmmm... Nem avisa, né? Se você parar, vou pegar no teu pé. Parabéns!

    ResponderExcluir
  3. as coisas somem como por passe de
    mágica. ...
    dos nossos armários.
    das nossas vidas.
    é óbvio.
    mas não tão simples quanto parece.
    beijo =]

    ResponderExcluir

dá pitaco