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Ele caminhava indiferente à movimentação trepidante das coisas, à fulguração quente dos carros e à pressa do dia quando parou frente à porta e assim, num passo incerto ou dois, talvez mais e tão incertos quanto, ele adentrou e foi engolido, nesse repentino de dois ou mais passos, por um redemoinho: existiam infindáveis e indefiníveis pessoas que se acumulavam e se amontoavam numa quase desordem, forjando cuidado e até mesmo interesse, dispostas umas ao lado das outras, ansiosamente animadas, entremeadas por outras tantas pessoas que se acumulavam e se amontoavam num quase compasso, mas que, por certo tumulto, trombavam estantes, infindáveis e indefiníveis estantes que se acumulavam e se amontoavam numa quase seqüência, forjando simetria e até mesmo lógica, dispostas umas ao lado das outras, embriagadamente equilibradas, entremeadas por outras tantas estantes que se acumulavam e se amontoavam num quase caminho, mas que, por certo descuido, confundiam pessoas e também ele de passos incertos, confundiam e misturavam livros, infindáveis e indefiníveis livros que se acumulavam e se amontoavam numa quase solidez, forjando blocos e até mesmo fileiras, dispostos uns sobre os outros, babilonicamente erigidos, entremeados por outros tantos livros que se acumulavam e se amontoavam numa quase muralha, mas que, por certo zelo, ele percebia, por certo zelo quase desastrado espremiam páginas, infindáveis e indefiníveis páginas que se acumulavam e se amontoavam num quase desleixo, forjando retas e até mesmo beleza, dispostas umas após as outras, sistematicamente encadernadas, entremeadas por outras tantas páginas que se acumulavam e se amontoavam num quase capricho, mas que, por certo pudor, por certo cuidado, escondiam palavras, palavras que ele aos poucos desvendava, palavras que corriam sobre a ponta de seus dedos, infindáveis e indefiníveis palavras que se acumulavam e se amontoavam num quase desenho, forjando frases e até mesmo idéias, dispostas umas ao lado das outras, umas sobre as outras e até umas por cima das outras, narrativamente costuradas, entremeadas por outras tantas palavras que se acumulavam e se amontoavam num quase conflito, mas que, por certo segredo, por certo mistério, escondiam não um, mas infindáveis e indefiníveis mundos inteiros, e para ele, ao menos ali, no centro exato do turbilhão, alguma coisa fazia sentido.

Maurício de Almeida é formado em Antropologia na Unicamp é autor de Beijando Dentes (Ed. Record), livro de contos vencedor do Prêmio Sesc de Literatura 2007, o meu livro vai chegar por aqui! tou num aguardo ansicioso.Tem mais contos aqui.Ele é foda.
Vai em autores e clica no nome dele.

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Perspectiva

Apresento à vocês : Perspectiva cônica ! vão encarar ? Minha coluna vertebral pede pinico! mas é assim mesmo , então da planta baixa adotamos 6,5 de distância que será o observador o lado esquerdo está no angulo de 30º e o direito 60º abaixo a linha do horizonte onde a casa do desenho está a ''pontinha'' dela é a nossa verdadeira grandeza, e nos extremos temos dois pontos de fuga ... um de cada lado .Nem vou dizer como a casa acaba sendo erguida , podia explicar mas vocês não iriam entender =/ através de palavrinhas... seria um aluguel ... mas só sei que é tão bom ver o resultado final , depois disso ai , passarei essa fachada pro papel vegetal e à mão-livre cobrirei com naquim ai ficará um luxo! quero logo essa parte , por mim é a mais esperada. Eu quero peace= férias. ^.~V

é voltar pra si

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