9 de agosto de 2011

Elas não cairam cadentes como deveriam, eram cadentes mas não deviam ser, não era hora delas, não concordei no exato momento da queda...fatídica.
Elas só existem por causa do breu
- Era o que eu pensava ao catar luzes dançantes naquela beleza enevoada azul, mesmo com toda a vertigem.
Só existiam porque estavam ali, a música de fronteira, eles cheios de dedos-desejos, a dança das sombras dos corpos e tudo que ela traz consigo. Num rápido gole estava junto a cabeça, crânio, barbas rubras e ralos cabelos de quem nem ouvira o nome, do pescoço pra cima, sem nem por que.
-Forasteiro!
O breu da noite engolira todos os porquês, foi ela quem conduziu.
O breu que engoliu todos os porquês, o breu que os porquês engoliu. 

Um comentário:

dá pitaco